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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sueño con serpientes / Silvio Rodrigues



Há homens que lutam um dia
E são bons.

Há outros que lutam um ano
E são melhores

Há aqueles que lutam muitos anos

E são muito bons.

Porém há os que lutam toda a vida

Esses são os imprescindíveis

Bertolt Brecht

quarta-feira, 27 de março de 2013

Eus


Desde que eu nasci tô no conflito
Aflito pra saber porque
Com tanta gente que eu podia ser
Eu nasci eu
Perdido entre sentimentos bons
Pequenos delitos e contradições
Entre a luz e o breu

Molho o pão no café e levo fé
Que Deus é preto e fuma cachimbo
Nasce menino, cresce mulher
Vira fumaça, não tem destino
Brinca de roda, roda nos ventos
Dança na chuva, pois é um índio
E cai no frevo, dança bale 
No que imagino
Em tudo o que há, Ele é

Mas eu não sou um só 
Não sou só um
Eu também sou milhões de eus 
Não sou Deus mas sou Eus

Pois sou eu quem acredita em mim
Sou eu quem me explico
Quando me complico
Eu mesmo atendo as minhas preces
Eu mesmo quem ouço
Os meus próprios gritos

Oh, brother!
Buscando a minha própria conclusão
Oh, brother!
Foi Eus quem quis assim
Oh, brother!
Eus é Deus dentro de mim... Graças a Deus


Composição de Mauricio Baia & Rockboys

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Não tenhas nada nas mãos




Não tenhas nada nas mãos 
Nem uma memória na alma, 
Que quando te puserem 
Nas mãos o óbolo último, 
Ao abrirem-te as mãos 
Nada te cairá. 
Que trono te querem dar 
Que Átropos to não tire? 
Que louros que não fanem 
Nos arbítrios de Minos? 
Que horas que te não tornem 
Da estatura da sombra 
Que serás quando fores 
Na noite e ao fim da estrada. 
Colhe as flores mas larga-as, 
Das mãos mal as olhaste. 
Senta-te ao sol. Abdica 
E sê rei de ti próprio.


Ricardo Reis - 19/06/1914 
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tempo No Tempo


Há sempre um tempo no tempo em que o corpo do homem apodrece
E sua alma cansada, penada, se afunda no chão
E o bruxo do luxo baixado o capucho chorando num nicho capacho do lixo
Caprichos não mais voltarão
Já houve um tempo em que o tempo parou de passar
E um tal de homo sapiens não soube disso aproveitar
Chorando, sorrindo, falando em calar
Pensando em pensar quando o tempo parar de passar

Há sempre um tempo no tempo em que o corpo do homem apodrece
E sua alma cansada, penada, se afunda no chão
E o bruxo do luxo baixado o capucho chorando num nicho capacho do lixo
Caprichos não mais voltarão
Mas se entre lágrimas você se achar e pensar que está a chorar
Este era o tempo em que o tempo é

sábado, 29 de setembro de 2012

Um Cavaleiro na Tempestade



- Quem é quem chega a estas horas
que insiste a demora
na porta a bater?
bandidos vagam às escuras
da noite à procura
de quem mal fazer

- abrí-me a porta ó senhora
um instante é a demora
só enquanto sossega
o corcel que transporta-me
através de tempos espaços e eras
sem poder negar a animal condição
medo ao fulgir do raio
e o rugir feroz do trovão
não temais pela donzela
da alcova as janelas travadas estão
o perigo é a descrença
e o inimigo avança
num mundo em falência
abrí-me senhora
porta ou consciência
não ouves cá fora
o rugir do trovão?

- buscam na noite os morcegos
sem trégua e sossego
o sangue a volar
em forma de anjo os demônios
com ardis mais medonhos
nos tentam enganar

- saí de vossos cuidados
por armas não porto
nem punhais nem dardos letais
só a espada de luz
a palavra do Sagrado Mestre
que vos acalenta
em vossas aflições
que bane a insegurança
respondo a paz nos corações

- mesmo em face à tempestade
é uma temeridade
vos a porta abrir
vejo a tormenta já é finda
no vadis ainda mais eu quero ouvir

- eis que é cessada a procela
vou indo embora
ao lume da estrela
meu nome? Se importa
assenteis nos livros
de anais desta Casa
quem em noite varrida
pela tempestade
negastes guarida
aos guardiões da vida
a Fé e a Esperança
e a própria Caridade...


Composição de Elomar Figueira Mello

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ave Lúcifer

As maçãs envolvem os corpos nus
Nesse rio que corre em veias mansas, dentro de mim
Anjos e Arcanjos não pousam neste Édem infernal
E a flecha do selvagem matou mil aves no ar

Quieta, a serpente se enrola nos seus pés
É Lúcifer da floresta que tenta me abraçar

Vem amor, que um paraíso num abraço amigo,
sorrirá pra nós, sem ninguém nos ver

Prometo abrir meu amor macio, como uma flor cheia de mel
pra te embriagar, sem ninguém nos ver

Tragam uvas negras
Tragam festas e flores
Tragam corpos e dores
Tragam incensos e odores

Mas tragam Lúcifer pra mim
Em uma bandeja pra mim.


Composição: Os Mutantes 


Nota: Por causa da censura, uma palavra da canção foi cortada, que é "abrir" (na 4ª estrofe). Faz uma referência ao órgão genital feminino.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As Palavras

As palavras saem quase sem querer
Rezam por nós dois
Tome conta do que vai dizer
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros.
Se quiser ouvir
É fácil perceber

Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem
E não ser meu mal
Reabilite o meu coração

Tentei
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não deu direito de viver em paz
Estou aqui pra te pedir perdão

Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem
E não ser meu mal
Reabilite o meu coração

As palavras fogem
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem, ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer 


composição de Vanessa da Mata

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Truth. (Verdade)




Tradução:
"A verdade é que eu nunca sacudi minha sombra
Todo dia isso tenta me enganar para eu ir batalhar
Me chamando de 'falsificador' só para provocar
Quer me colocar atrás das cercas com gado
Construindo suas lentes
Cavando suas trincheiras
Me colocando na linha de frente
Deixando-me com uma mente idiota
Sem nenhuma defesa
Mas sua defesa é
Se você não aguenta sentir dor então você é sem sentido

Desde isto,
Eu cresci um pouco
Diferente, meio lutador
E quando a escuridão vem, deixe entrar em você
Sua escuridão está brilhando
Minha escuridão está brilhando
Tenho fé em mim mesmo
Verdade.

Já vi milhões de portas numeradas no horizonte
Agora qual é o futuro que você escolheu antes de morrer?
Vou lhe contar um segredo que venho destruindo
Cada pequena mentira no mundo vem de dividir
Diga que você é minha amada
Diga que você é meu mano
Incline meu queixo para trás, corte minha garganta
Tome banho no meu sangue, venha me conhecer
Todos meus segredos estão fora
Meus inimigos estão virando meus professores

Porque
A luz é cegante
Nada de dividir
O que é meu ou seu quando tudo está brilhando?
Sua escuridão está brilhando
Minha escuridão está brilhando
Tenha fé em nós mesmos
Verdade.

(Yeah)

Sim, estou só amando, somente tentando amar
E sim, o que estou tentando é apenas amar

Sim, estou só amando, somente tentando amar
Juro para Deus que estou só tentando ser amoroso

Sim estou somente amando sozinho
E sim estou sentindo apenas amor, apenas amor
Dizem que isso não é amar, amar menos meu amor

Eu quero só amar até que eu apenas ame
Juro para Deus que estou só amando
Tentando ser amoroso, amoroso, amoroso, amoroso, amoroso, amoroso, amando

Sim estou somente amando sozinho
E sim estou sentindo apenas amor, apenas amor
Dizem que isso não é amar, amar menos meu amor

Mas estou apenas amando, amando, amando
A Verdade."
Alexander Ebert

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Show de Estrelas



Era uma chuva, era um show de estrelas
Chovia estrelas a granel
Eram milhares de estrelas, uma chuva delas
Caindo lá no chão do céu

E diante da visão do firmamento
Um pensamento vem ao coração
De que cada um de nós não é senão uma estrela
A brilhar no céu do chão

Todos nós
A brilhar, a brilhar
Somos como luas e sóis
A girar, a girar

E a chuva não cessava a sucessão
De pingos lá no chão do céu
Era uma chuva de granizo de estrela em grãos
Chovia estrelas a granel

E diante da visão do firmamento
Na mente um sentimento se produz
De que cada um de nós não é senão uma estrela
Cada um, um ser de luz

Todos nós
A brilhar, a brilhar
Somos seis bilhões de faróis
A girar, a girar
Tal como luas e sóis
A brilhar, a brilhar
Como seis bilhões de faróis
Todos nós, todos nós!


Composição de Marcelo Jeneci

quarta-feira, 13 de junho de 2012

De Primeira Grandeza



quando eu estou sob as luzes não tenho medo de nada
e a face oculta da lua que era minha aparece iluminada
sou o que escondo sendo uma mulher igual a tua namorada
mas o que vês, quando
mostro estrela de grandeza inesperada

musa, deusa, mulher cantora e bailarina
a força masculina atrai não é só ilusão
a mais que a historia fez e faz o homem se destina a ser maior que deus por ser filho de adão

anjo, herói, prometeu, poeta e dançarino
a glória feminina existe e não se fez em vão e se destina a vir ao gozo a mais do que imagina o louco que pensou a vida sem paixão

Composição: Belchior

sábado, 12 de maio de 2012

Hermes Trismegisto - Jorge Ben Jor


"Hermes Trismegisto escreveu
com uma ponta de diamante em uma lâmina de esmeralda
O que está embaixo é como o que está no alto,
e o que está no alto é como o que está embaixo.
E por essas coisas fazem-se os milagres de uma coisa só. 
E como todas essas coisas são e provêm de um
pela mediação do um, 

sábado, 21 de abril de 2012

Encontros e Despedidas



Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida



Composição de Maria Rita

domingo, 1 de abril de 2012

Poema de Páscoa: O ENCOBERTO


Que símbolo fecundo
Vem na aurora ansiosa?
Na Cruz Morta do Mundo
A Vida, que é a Rosa.

Que símbolo divino
Traz o dia já visto?
Na Cruz, que é o Destino,
A Rosa que é o Cristo.

Que símbolo final
Mostra o sol já desperto?
Na Cruz morta e fatal
A Rosa do Encoberto
.
 
Autor: Fernando Pessoa
Brasão, Mensagem


.....

FELIZ PÁSCOA A TODOS! 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Cantiga do Estradar


Tá fechando sete tempo
qui mia vida é camiá
pulas istradas do mundo
dia e noite sem pará
Já visitei os sete rêno
adonde eu tia qui cantá
sete didal de veneno
traguei sem pestanejá
mais duras penas só eu veno
ôtro cristão prá suportá
sô irirmão do sufrimento
de pauta vea c'a dô
ajuntei no isquicimento
o qui o baldono guardô
meus meste a istrada e o vento
quem na vida me insinô
vô me alembrano na viage
das pinura qui passei
daquelas duras passage
nos lugari adonde andei
Só de pensá me dá friage
nos sucesso qui assentei
na mia lembrança
ligião de condenados
nos grilhão acorrentados
nas treva da inguinorança
sem a luiz do Grande Rei
tudo isso eu vi nas mia andança
nos tempo qui eu bascuiava
o trecho alei
tô de volta já faiz tempo
qui dexei o meu lugá
isso se deu cuano moço
qui eu saí a percurá
nas inlusão que hai no mundo
nas bramura qui hai pru lá
saltei pur prefundos pôço
qui o Tioso tem pru lá
Jesus livrô derna d'eu môço
do raivoso me paiá
já passei pur tantas prova
inda tem prova a infrentá
vô cantando mias trova
qui ajuntei no camiá
lá no céu vejo a lua nova
cumpaia do istradá
ele insinô qui nois vivesse
a vida aqui só pru passá
nois intonce invitasse
o mau disejo e o coração
nois prufiasse pra sê branco
inda mais puro
qui o capucho do algudão
qui nun juntasse dividisse
nem negasse a quem pidisse
nosso amô o nosso bem
nossos terém nosso perdão
só assim nois vê a face ogusta
do qui habita os altos ceus
o Piedoso o Manso o Justo
o Fiel e cumpassivo
Siô de mortos e vivos
Nosso Pai e nosso Deus
disse qui havéra de voltá
cuano essa terra pecadora
marguiada in transgressão
tivesse chea de violença
de rapina de mintira e de ladrão


composição de Elomar Figueira Melo
declamado por Xangai

Para ouvir a musica:

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Ser Mulher

Mulher 
Ser em mim
requer
fé sem fim

Lua que espelha
Luz de centelha
e o desafio prima
mistério, enigma

De ser tua
a missão mais pura
de trazer à Terra
o Homem que por ela

Precisa nascer
amar e crescer
divino exubera
ao chegar à meta

Simples Andrógena
essência Cósmica
riqueza interna

Que há de vir
da entrega
que advém da entrega


Composição: Chandra Lacombe 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O Homem; As Viagens


O homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.

Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto - é isto?
Idem
Idem
Idem.

O homem funde a cuca se não for a júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.

Carlos Drummond de Andrade 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Corban


São sete mil léguas
imendada de camin
prêsse mundão largo
sem portêra vem o fim
só vejo na terra a moRte a rondá
peste mil infermidades
fome e guerra ai de mim
mil ventos da morte
estroncios letais
sete vacas magras
tragam as gordas nos currais
pelos sete cravos
das chagas do Siô
lastimos meus êrros
de grande pecadô
geme a terra ao rebentá das covas
branca e lira
mia noiva é a lua nova
ao sol peço clemença
qui esse chão quêma meus pé
quatro cavaleiros
de olhares crueis
prontos pra peleja
já cavalgam seuS corceis
de olhos para os ceus
só ispero Cristo vim
eis qui chegam os maus
tempos do grande fim
treme a terra pela última veiz
ais lamento
é vindo o Rei dos Reis
sol nunca seca meu pranto
qui é preu refrescá meus péis

Composição de Elomar Figueira Melo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Opera Histórico Poética - O Reino Esquecido

Esses três vídeos, de excepcional qualidade artística e cultural, nos oferecem a oportunidade única para uma profunda introspecção na cultura, história e arte que prevalesceram, sob a influência da Gnósis Cristã, na "Nação Cátara" - O Reino Esquecido - que floresceu na região da Ocitânia (sul da França) durante parte da Idade Média.






Para saber mais sobre os Cataros e sua historia veja também: http://gnosisportugal.blogspot.com/2012/01/os-bons-homens-e-inquisicao.html

domingo, 8 de janeiro de 2012

Como diria Blavatsky



Não sei olhar pra mim
Sem ser no espelho
Talvez por que não queira descobrir
De onde vim, quem sou
Mas ao me deparar contigo,
Eu lembro de um tempo

De um tempo em que os humanos
Não escravizavam os animais
De um tempo em que entendíamos
Que somos seres imortais

Do outro lado da Galáxia
Era você o meu mentor
Brincando, assim me preparava
Pro ouro e para dôr dessa missão
Que eu mesmo escolhi

E antes de eu “descer” me avisou:

“.... – Você não vai saber por quê está ali
- Você não vai saber lidar
Com seu poder
- Nem mesmo vai lembrar quem é
Nem de onde vem....”

Mas hoje, de algo em seu olhar
Eu me encontrei
Você me faz lembrar que somos Deuses
Caídos na terceira dimensão

Foi nossa escolha então
E porque não dizer que temos tempo


compositor: Jorge Vercillo

domingo, 25 de dezembro de 2011

Noite de Santo Reis

Meu patrão minha sinhora
Cum licença de meceis
Nóis cheguemo aqui agora
Viemo nunciá o Santo Reis

São José Virge Maria
Vai um jumentin também
Pirigrinamo os três
Nas istrada de Belém

O sinhô com sua Dona
Tem nessa casa um tisôro
Os filhos qui istão durmino
Vale mais qui prata e ôro

Oi lá vai os Três Rei Mago
Cum a estrêla de guia
Visitano na capela
Visitano na lapinha
O Minimo qui nascia

Na palha o boi parou de remoer
O carneiro na eira mugiu
O burro levantou quando Jesus nasceu
E os pastores na guarda deram Glória a Deus
Aleluia... aleluia... aleluia

O cego viu o côxo caminhou
O mudo de nascença falou
Quando Jesus andou aqui
Jesus o Bom Pastor da casa de David
Aleluia... aleluia... aleluia


Composição: Elomar Figueira Mello