quarta-feira, 11 de julho de 2012

Astrologia


Minha estrela não é a de Belém:
A que, parada, aguarda o peregrino.
Sem importar-se com qualquer destino.
A minha estrela vai seguindo além...

 Meu Deus, o que é que esse menino tem? 
Já suspeitavam desde eu pequenino.
O que eu tenho? 
É uma estrela em desatino...
E nos desentendemos muito bem!

E quando tudo parecia a mesmo 
E nesses descaminhos me perdia.
Encontrei muitas vezes a mim mesmo...
Eu temo é uma traição do instinto 
Que me liberte, por acaso, um dia 
Deste velho e encantado Labirinto. 


Autoria: Mario Quintana

ouvir este poema musicado por Lui Coimbra aqui 

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