quarta-feira, 29 de junho de 2011

A DOR DO PARTO

O hálito de morte
Transpirando esta na minha pele
Suor de três primaveras
Como orvalho
Orvalho que afoga a semente que não nasceu
Como a lágrima
Ou a tristeza de gozar o fracasso supremo
Se derramando

Já vai alta a madrugada
Emoção criptografada
Assim se escorre segundos e anos
Assim se escorre o sangue que volta a terra
Assim se morre ao nascer do dia
Morrendo toda madrugada
O hálito de morte em cada canto deste quarto
Lembranças que se esvaem

Alguém que esta morrendo
Como uma criança que nasce
A dor do parto
Como quando parte sem saber que não voltaria
A dor de lembrar
Que tão pouco me esqueceria
O meu passado morre
Pois no próximo passo
A poeira do ultimo passo
já é passado.

Autor: Filipe Zander Silva

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