terça-feira, 23 de abril de 2013
Nuvens de me(n)tal
No salto à Deus, no esticar da minha consciência, na luta contra nuvens de metal, feito raio vindo do alto, toco a base da fogueira e escorre o sangue do salvador, o qual eu tomo ao gargalo. Que corra em mim sangue bendito, feito aroma das rosas. Tua rosa bendita. Escalaras a cruz e no meio dela se introduziras.
Nessa viagem metafisica. Sem resistência, sem resistência, sem resistência. Porque a verdade deve penetrar como naquela manhã de março, final de março, e o canto dos pássaros, que deve ressoar por toda a eternidade. E que nossa historia seja contada feito epifania, nos túmulos dos mortos. Eles contarão nossa historia. Eles! Não se apegue a historia nem a lembrança. RASGUEM SEUS CADERNOS, QUEIME SUAS CASAS, RASGUEM SUAS ROUPAS, SEUS LIVROS E PROJETOS, VAMOS ABANDONAR TUDO. Não se engane é uma mentira a tortura consigo mesmo. Nade para dentro, para a alma, para cima, para o oposto, para ele, nós 3, no lar, no amor, no todo. E no fim, como premio, tocar o outro, como ponto máximo do amor.
Filipe Zander
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sexta-feira, 12 de abril de 2013
One Of Us
Tradução:
Ah, em uma dessas noites, lá pela meia noite
Esta terra inteira vai cair no rock
Os santos vão tremer e chorar de dor
Para que o Senhor venha em seu avião celestial.
Se Deus tivesse um nome, qual seria?
E você seria capaz de ligar nome à Pessoa,
se você desse de cara com Ele e toda a Sua glória?
O que você perguntaria, se você pudesse fazer apenas uma pergunta?
Sim, sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim
E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando fazer Seu caminho de casa
Se Deus tivesse um rosto, com o que seria parecido?
E você gostaria de vê-Lo
Se ver significasse que você tivesse que crer
Em coisas como o Céu e Jesus e os santos
E todos os profetas?
Sim, sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim
E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando do Seu jeito voltar para casa
Apenas tentando do Seu jeito voltar para casa
Voltar para o céu sozinho
Ninguém chamando-o ao telefone
Exceto pelo Papa, talvez, em Roma.
Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim, sim
E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando do Seu jeito voltar para casa
Como um Holly Rolling Stone
Voltar para o céu sozinho
Apenas tentando do Seu jeito voltar para casa
Ninguém chamando-o ao telefone
Exceto pelo Papa, talvez, em Roma.
Joan Osborne
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quarta-feira, 27 de março de 2013
Eus
Desde que eu nasci tô no conflito
Aflito pra saber porque
Com tanta gente que eu podia ser
Eu nasci eu
Perdido entre sentimentos bons
Pequenos delitos e contradições
Entre a luz e o breu
Molho o pão no café e levo fé
Que Deus é preto e fuma cachimbo
Nasce menino, cresce mulher
Vira fumaça, não tem destino
Brinca de roda, roda nos ventos
Dança na chuva, pois é um índio
E cai no frevo, dança bale
No que imagino
Em tudo o que há, Ele é
Mas eu não sou um só
Não sou só um
Eu também sou milhões de eus
Não sou Deus mas sou Eus
Pois sou eu quem acredita em mim
Sou eu quem me explico
Quando me complico
Eu mesmo atendo as minhas preces
Eu mesmo quem ouço
Os meus próprios gritos
Oh, brother!
Buscando a minha própria conclusão
Oh, brother!
Foi Eus quem quis assim
Oh, brother!
Eus é Deus dentro de mim... Graças a Deus
Composição de Mauricio Baia & Rockboys
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sexta-feira, 8 de março de 2013
Duração
Nos passos em meio a noite.
No silêncio oculto de meu coração.
Sinto-te.
Me acompanhas,
Por tão pouco, ainda me acompanhas.
O que teria esta tão passageira forma que me compõe a te oferecer?
Não sou digno, pois minha morada não é digna de ti.
Tenho lhe dado apenas o amargo sabor da traição por tantos séculos...
A memória já não alcança mais os primeiros erros.
No silêncio oculto de meu coração.
Sinto-te.
Me acompanhas,
Por tão pouco, ainda me acompanhas.
O que teria esta tão passageira forma que me compõe a te oferecer?
Não sou digno, pois minha morada não é digna de ti.
Tenho lhe dado apenas o amargo sabor da traição por tantos séculos...
A memória já não alcança mais os primeiros erros.
Não te enganes,
Sua manifestação é imprópria, disso tem sábia razão.
Sua morada é imprópria, a falta de luz no altar prova minha ausência.
As paredes são simples, carecem de inefável beleza
E faltam pedras no altar de ofício.
Hoje há, no altar onde oficiarei, nos sublimes dias que aguardo,
Uma única vela.
Solitária, porém fogo se espalha, domina, ilumina.
A menor das fagulhas pode se converter em nova fogueira.
No dia que a luz do fogo acima das pedras do altar retornar,
minha manifestação será vista no vento.
No vento parido da força e calor do fogo.
Ecoará pela duração de seus passos.
E permanecerá.
Sua manifestação é imprópria, disso tem sábia razão.
Sua morada é imprópria, a falta de luz no altar prova minha ausência.
As paredes são simples, carecem de inefável beleza
E faltam pedras no altar de ofício.
Hoje há, no altar onde oficiarei, nos sublimes dias que aguardo,
Uma única vela.
Solitária, porém fogo se espalha, domina, ilumina.
A menor das fagulhas pode se converter em nova fogueira.
No dia que a luz do fogo acima das pedras do altar retornar,
minha manifestação será vista no vento.
No vento parido da força e calor do fogo.
Ecoará pela duração de seus passos.
E permanecerá.
Autoria: Elton Almeida
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quarta-feira, 6 de março de 2013
Ao seu Tempo
Escutarás teu
nome entre gritos e gemidos, de uma forma antes não escutada, e gelarão vossos
ossos. Materiais? Mortais? Sentirás o amor alheio, feito sangue vivo, se
esvaindo face à morte. Escreverão com
sangue a vossa sentença, julgando lhe indiferente frente à vida, condenado
estarás e todos os anjos de Deus descerão do céu vestidos de demônios, se
ajoelharás e não acharás perdão dentro de si, terás vergonha no orar e no
pedir. Terás vergonha do sexo bendito, mas não conseguirás esconder sua
mentira, a qual, disfarçada, estará por traz da couraça do tempo. Mas serás a
forma viva de todo o erro que se inicia com o mais simples dos pronomes.
Sentirás o desespero ao olhar no olho do leão, que avança, e fugirás em vossa
fuga inútil. Sentirás a morte, antes mesmo que ela toque vossa carne, e que,
com vossos dentes afiados lhe cobrem o empréstimo. Morrerás antes mesmo da
própria morte, como a ilha sagrada velada entre as brumas, desespero dos
infiéis navegantes. Entrarás em Deus, morte eterna, e não saberás mais quem é
Deus, verás tua lógica, vossos silogismos e vossas contradições se perderem. E
duvidarás de tudo e não mais vai querer estar ali, sentirás sim! A agonia e não
estarás triste, mas serás a própria tristeza, e não estarás desesperado, como
tantas vezes em vossas medíocres vidas acreditou estar, mas encarnarás o
próprio desespero. Demônios malditos ou anjos de Deus? Pegarás e não irás ter,
olharás e não verás, beijarás e não sentirás nada, teu sexo serás seco e
lógico. Abraçarás vossos entes queridos e nunca chegarás a tocar-lhes vossos
corações. E buscarás abraços mais apertados e peitos mais acolhedores para
descansar vossa cabeça pesada, mas no fim de toda noite sentirás frio, Nuit!
Saberás que a única certeza do dia é à noite e da juventude é à velhice. E que
vosso sexo se enfraquece com o tempo e que vossa cabeça adquire o peso da pedra,
e que por isso não necessitarás de grades e nem de algemas para estar preso. E
quando, por fim, o leão vier calmo e sereno degustar de vossos ossos,lhe
faltará às forças e irás por fim devolver tudo que lhe emprestaram, e não serás
mais nada. Nem dor, nem angustia, nem tristeza e nem alegria, perdera a si
mesmo em um oceano profundo.Então não morrerás, mas serás a própria morte, a
fuga ultima de todos os fracos e ricos de espirito.
Autor: Filipe Zander
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A morte é a curva da estrada
A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
Fernando Pessoa - 23-5-1932
(Livro do Desassossego)
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Não tenhas nada nas mãos
Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória na alma,
Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último,
Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.
Que trono te querem dar
Que Átropos to não tire?
Que louros que não fanem
Nos arbítrios de Minos?
Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra
Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio.
Ricardo Reis - 19/06/1914
(Fernando Pessoa)
(Fernando Pessoa)
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