sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Opera Histórico Poética - O Reino Esquecido

Esses três vídeos, de excepcional qualidade artística e cultural, nos oferecem a oportunidade única para uma profunda introspecção na cultura, história e arte que prevalesceram, sob a influência da Gnósis Cristã, na "Nação Cátara" - O Reino Esquecido - que floresceu na região da Ocitânia (sul da França) durante parte da Idade Média.






Para saber mais sobre os Cataros e sua historia veja também: http://gnosisportugal.blogspot.com/2012/01/os-bons-homens-e-inquisicao.html

Superior poesia


A alegria é falsa!
A alegria do samba é falsa.
Tão falsa e vazia quanto o beijo da prostituta.

O prazer é uma prisão com um letreiro grande e brilhoso na entrada, escrito: 
ENTRE, LIBERDADE PARAIZO 


Atrito!!!... 
Interno eterno atrito... 

Falsa alegria 
Nunca basta, nunca sacia 
Mais falsa que a alegria 
só mesmo a tristeza 
sua eterna companheira, 
noite e dia

Autor: Douglas A. Remonatto

domingo, 8 de janeiro de 2012

Como diria Blavatsky



Não sei olhar pra mim
Sem ser no espelho
Talvez por que não queira descobrir
De onde vim, quem sou
Mas ao me deparar contigo,
Eu lembro de um tempo

De um tempo em que os humanos
Não escravizavam os animais
De um tempo em que entendíamos
Que somos seres imortais

Do outro lado da Galáxia
Era você o meu mentor
Brincando, assim me preparava
Pro ouro e para dôr dessa missão
Que eu mesmo escolhi

E antes de eu “descer” me avisou:

“.... – Você não vai saber por quê está ali
- Você não vai saber lidar
Com seu poder
- Nem mesmo vai lembrar quem é
Nem de onde vem....”

Mas hoje, de algo em seu olhar
Eu me encontrei
Você me faz lembrar que somos Deuses
Caídos na terceira dimensão

Foi nossa escolha então
E porque não dizer que temos tempo


compositor: Jorge Vercillo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Não há mundo

Não há mundo que não tenha
nascido duma brecha dum grito
de dor e prazer.
Os seres as coisas
são uma lâmina de duplo gume
são o fruto de um pacto enigmático.
Durante gerações & mundos a fio
vivemos e continuamos a viver
como um passaro-sem-céu, como
um peixe-fora-d'água - este corpo
e os seus afluentes
não são mais do que um
boomerang cujo retorno nos
pode ser fatal. Do que o fruto meio -anjo
meio -demónio e ó quanto perecível,
dum pacto enigmático... PORÉM
algures entre o anjo e o demónio
algo anseia algo trava e sobretudo trava
uma luta sem tréguas
pelo retorno a antes da queda
pelo retorno a quando e onde
durante mundos & gerações a fio
nada nos separava
DA MAIOR LUZ ...


Autor: D'Almeida J.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

E il volatile va

Um dia, no fel de um desamar de novo,
Cansei de ser um reles não-nascido
E rumei bem aquém do já vivido
Para ser o meu começo num ovo.
Como na vida – esta, toda em azuis –
Há que se ter grandeza em concretude,
Descartei a sutileza e a virtude
Do beija-flor: desabrochei avestruz.

Que graça pode haver em ser tal ave
Com asas inúteis e ar de corrupto? –
Perguntarão os mais meigos, de abrupto.

Não há espaço inexplorável, se a nave
É maior que o medo de pecar, mote
Da Humanidade em seu precário bote.

Fiophélio Nonato
(em Autobiografia de um não-nascido)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Na floresta

Na floresta, nessa hora

Flores grandes, coloridas,
Rosas, lírios, margaridas
Florescendo com a aurora

Nas montanhas esculpidas
Ascetas oniscientes.
Águas puras em nascentes
Lavam suas feridas

O sábio em sua caverna
Duvida de sua sabedoria
É a morte uma alegoria
Ou o dom da vida eterna?



Autor: Artur Roncato

domingo, 25 de dezembro de 2011

Noite de Santo Reis

Meu patrão minha sinhora
Cum licença de meceis
Nóis cheguemo aqui agora
Viemo nunciá o Santo Reis

São José Virge Maria
Vai um jumentin também
Pirigrinamo os três
Nas istrada de Belém

O sinhô com sua Dona
Tem nessa casa um tisôro
Os filhos qui istão durmino
Vale mais qui prata e ôro

Oi lá vai os Três Rei Mago
Cum a estrêla de guia
Visitano na capela
Visitano na lapinha
O Minimo qui nascia

Na palha o boi parou de remoer
O carneiro na eira mugiu
O burro levantou quando Jesus nasceu
E os pastores na guarda deram Glória a Deus
Aleluia... aleluia... aleluia

O cego viu o côxo caminhou
O mudo de nascença falou
Quando Jesus andou aqui
Jesus o Bom Pastor da casa de David
Aleluia... aleluia... aleluia


Composição: Elomar Figueira Mello