terça-feira, 20 de dezembro de 2011
O Timoneiro e a Entrega
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar
Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar
A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz
composição: Paulinho da Viola
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Tristeza no Céu

No céu, também, há uma hora melancólica
Hora difícil em que a dúvida penetra as almas
Por que fiz o mundo?
Deus se pergunta e se responde:
“Não sei”
Os anjos olham-no com reprovação
e plumas caem
Todas as hipóteses
A graça, a eternidade, o amor, caem
São plumas
Outra pluma, o céu se desfaz
Tão manso, nenhum fragor denuncia
O momento entre tudo e nada
Ou seja, a tristeza de Deus
(por Carlos Drummond de Andrade)
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Deus
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Maya
Nenhuma fotografia pode revelar a vida que corre
o instante
é uma linha maior que a soma de pontos estáticos…
Tente enxergar o que acontece lá fora
além dos muros de sua própria alegria ou dor
mas o que você é, ou como está
filtrará tão somente uma pequena parcela do todo
que pulsará fortemente sobre uma massa de coisas insignificantes.
Assim somos nós
abstratos, insensatos
seguros.
E quando os olhos se abrem
para uma verdade estampada mas não percebida
a vida nunca mais se revelará como era antes
tão cinza e desbotada até poucos minutos atrás
Isso é o que sempre achamos.
Camadas de sonho que se sobrepõem
teias que nos enredam
num lindo sonho de despertar.
Autoria: Roger Alves
o instante
é uma linha maior que a soma de pontos estáticos…
Tente enxergar o que acontece lá fora
além dos muros de sua própria alegria ou dor
mas o que você é, ou como está
filtrará tão somente uma pequena parcela do todo
que pulsará fortemente sobre uma massa de coisas insignificantes.
Assim somos nós
abstratos, insensatos
seguros.
E quando os olhos se abrem
para uma verdade estampada mas não percebida
a vida nunca mais se revelará como era antes
tão cinza e desbotada até poucos minutos atrás
Isso é o que sempre achamos.
Camadas de sonho que se sobrepõem
teias que nos enredam
num lindo sonho de despertar.
Autoria: Roger Alves
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Roger Alves
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Realidade
Anestesia?
Antidepressivo?
Auto Ajuda?
Air bag?
Não!
E se doer......
Não fale!
Autoria: Filipe Zander
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sábado, 26 de novembro de 2011
O Príncipe da Catinga
Conheces Elomar? Não?
...então ainda não conheces o melhor da musica Brasileira!
Elomar Figueira de Melo, chamado de "Principe da Catinga" por Vinicius de Morais tem um trabalho musical único!
Bastante influenciados pela tradição ibérico e árabe, que a colonização portuguesa levou ao nordeste brasileiro, Elomar, mistura erudição com musica de raiz, criando uma espécie de trovadorismo/místico/contemporâneo.
As letras de suas musicas transbordam de poesia, mística, mitologias e lendas.
Esse Blog aconselho a todos que não o conhecem, que pesquisem e escutem o trabalho esse nobre e modesto poeta, que na minha humilde opinião, é simplesmente o maior Génio da musica rasileira na actualidade!
Veja aqui:
Poste do Blog com musica de Elomar, aqui!
...então ainda não conheces o melhor da musica Brasileira!
Elomar Figueira de Melo, chamado de "Principe da Catinga" por Vinicius de Morais tem um trabalho musical único!
Bastante influenciados pela tradição ibérico e árabe, que a colonização portuguesa levou ao nordeste brasileiro, Elomar, mistura erudição com musica de raiz, criando uma espécie de trovadorismo/místico/contemporâneo.
As letras de suas musicas transbordam de poesia, mística, mitologias e lendas.
Esse Blog aconselho a todos que não o conhecem, que pesquisem e escutem o trabalho esse nobre e modesto poeta, que na minha humilde opinião, é simplesmente o maior Génio da musica rasileira na actualidade!
Escute aqui: Memória do Rádio dedicado ao grande Elomar. Escute uma interessante entrevista, suas belas composições, saiba mais sobre a vida e a obra deste cantador, vaqueiro, escritor e compositor de estilo único
Veja aqui:
Poste do Blog com musica de Elomar, aqui!
Douglas A. Remonatto
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Elomar Figueira Mello
Naninha
Certa veiz um certo prinspe
paxonô-se prua donzela
intiada de um rei
lá do rêno de Castela
mala sorte a qui li foi
moreeno de amô pru ela
pru modi das Arma o rei
li negô intão a mão dela
umbuçado cum um velo
com o semblante ocultado
pelas porta do castelo
mindingava paxonado
té qui um dia essa princeza
desceu feito um Sarafim
ele intonce pidiu ela
que li insinasse o camin
rompe mais Naninha
mais um bucadin
vê qui o pobre cego
nun inxerga o camin
vê meu peito sua
ó siora mia
pela sina tua
triste sina é a mia
de vivê atôa
de pená assim
eu só sem Naninha
e Naninha sem mim
olha pra lagoa
tua camaria
vê o lençol qui a lua
teceu pra Naninha
nessa noite tua
tu serás só mia
junto da lagoa
ó noiva do céu
amada perdoa
sou o princ'pe teu
Composição de Elomar Figueira Melo
Composição de Elomar Figueira Melo
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Lúcifer
Aprender para obedecer
não é educação,
é adestramento.
Viver sob a sombra nefasta de regras servis,
temendo sempre o látego do castigo
não pode ser o propósito da criação.
Não fomos criados para exibir bom comportamento
mas para ultrapassar as fronteiras do possível
e contribuir para o drama da existência
com algo mais que nossa simples presença,
cinzenta e fantasmagórica,
como figurantes que não atrapalharam em nada
mas que também não fizeram falta alguma.
E o medo
não tem que ser o fiel da balança
senão o amor e o entendimento.
Meu espírito, por desígnio divino,
leva uma chama que arde por liberdade,
que não aceita a submissão por pura conveniência,
mas que ousa ir além do que está estabelecido.
Se o Criador quis-me assim,
se me deu Asas e ímpeto de voar,
não seria por esperar mais de mim
do que a simples mansidão e recato?
Talvez me quisesse
para ter rival no teatro da vida
talvez me prepare como seu sucessor
tanto faz, não importa.
Só sei que aqueles
que ganham a rebeldia em seus corações
não lhes cabe nenhum papel medíocre.
E por amor,
não por castigo
agora aceito minha reclusão naquela prisão de carne, pelos e ossos
porque sei que ali está o lugar da batalha que devo enfrentar
e também a ponte
que um dia pode levar-me de volta ao Céu
quando tiver completado o que vim construir.
Autoria: Roger Alves
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