quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Vai Maria


Maria, descende ao caos
Enfrenta o mundo
Enfrenta o mal

Maria, levanta e vai
Levanta o homem
Levanta o filho que cai
Lendo o segredo no ventre
e na alma de quem é capaz...

Levando vida, levando morte
Levanta o fogo que sobe



Autor: Douglas Remonatto e Paulo Ricardo José

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Religar



Me cansei
do cansaço
de não buscar meu mais sincero,
porque dói demais

Já morei
na preguiça
mas esse som já não me atiça, não me satisfaz

Promessas de pacto com Deus
Em meio a mil anseios que de fato não são seus
E que estão a construir um falso Eu

Tudo o que se quer, é Religar
Céu e Terra
E o Ser, que se entrega
Que só faz crescer
A ideia e o real
Rumo ao amor total

Nada sei
da minha morte
mas sei que tudo em minha sorte
é muito natural

Desconfiei
Do processo
Sem ver a eterna dança e o sexo
além do bem e do mal

Ensaios de encontro com Deus
Mas é um ego velho
que desenha os sonhos seus
E em seus traços a verdade se escondeu

É aí que começa o Religar
Céu e Terra
E o Ser, que se entrega
Que só faz crescer
Sem partido ou ideal
Pois o Amor lhes é fatal
Pois o Amor lhes é fatal

O meu frágil é meu forte
Morte é sempre um renascer
O milagre é uma constante
É só querer ver
Pra Ser


Composição: Leo Cavalcanti

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Almas indecisas...



Almas ansiosas, trêmulas, inquietas,
Fugitivas abelhas delicadas
Das colméias de luz das alvoradas,
Almas de melancólicos poetas.

Que dor fatal e que emoções secretas
vos tornam sempre assim desconsoladas,
Na pungência de todas as espadas,
Na dolência de todos os ascetas?!

Nessa esfera em que andais, sempre indecisa,
Que tormento cruel vos nirvaniza,
Que agonias titânicas são estas?!

Por que não vindes, Almas imprevistas,
Para a missão das límpidas Conquistas
E das augustas, imortais Promessas?!


Autoria: Cruz e Souza

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Não digas...


Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa,completamente silencioso,
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.

Autor: Cecília Meireles

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Oração da Paz - Oração de São Francisco


A Oração da Paz, também denominada de Oração de São Francisco, é uma oração de origem anônima que costuma ser atribuída popularmente a São Francisco de Assis. Foi escrita no início do século XX, tendo aparecido inicialmente em 1912 num boletim espiritual em Paris, França.          
Em 1916 foi impressa em Roma numa folha, em que num verso estava a oração e no outro verso da folha foi impressa uma estampa de São Francisco. Por esta associação e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do próprio Francisco.     
Oração de São Francisco

Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna
Amém

domingo, 18 de setembro de 2011

Duvida


A duvida
Que cruel
O destino na mão do pobre cego
A escolha fatal
Um momento de tensão
Existem valores em cada opção
É a falsa idéia de poder escolher
Conceitos e preconceitos
Valores de um pobre cego
Que faz uma equação
O resultado ele passa para a pobre mão
Ela, nos pequenos dedos, treme de medo como se pudesse mudar os valores
Pobre mão, a carrasca do destino
Pobre de todos os cegos
Que por não saberem contar erram os passos
E falham na decisão
A duvida que cruel



Autoria: Filipe Zander Silva

A Floresta


Autor: Khalil Gribran