quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Still Haven't Found What I'm Looking For





Eu Ainda Não Encontrei o Que Estou Procurando
Eu escalei as montanhas mais altas
Eu corri através dos campos
Só para estar com você

Eu corri, eu rastejei
Eu escalei os muros da cidade
Estes muros da cidade
Só para estar com você

Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando

Eu beijei lábios de mel
Senti a cura na ponta dos dedos dela
Queimou como fogo
Esse desejo ardente

Eu falei com a língua dos anjos
Eu segurei a mão do demônio
Estava quente à noite
Eu estava frio como uma pedra

Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando

Eu acredito na vinda do Reino
Então todas as cores
Irão filtrar-se em apenas uma
Mas sim, eu ainda estou correndo

Você quebrou os laços, soltou as correntes
Você carregou a cruz
E a minha vergonha
Você sabe que eu acredito nisso

Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando

domingo, 28 de agosto de 2011

Caminho



A vida é uma dança
louca e desenfreada,
um mar turvo
de ondas quebradas.

Por mais que pensemos
encontrar uma estrada,
após uma curva,
o que nos espera é um penhasco,
fim da caminhada.

Somente aqueles que enfrentam a escuridão
e se jogam nesse abismo de vazio e nada,
descobrem por fim que possuíam asas


Autor: Douglas A. Remonatto

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mistério de Afrodite

Na terra do sol
Uma pérola negra
Brilha perto do mar.
Olha a água
Com olhos grandes como o coração,
Com o coração grande como o oceano.
O vermelho do pôrdosol,

A cor da rosa da madrugada
Levam seu olhar bem longe
A té as noites do branco
Inverno da Europa.

A água é um mistério de Afrodite.

Mas seu olhar tão longe
Tem um segredo,
T ão íntimo, esotérico,
É um segredo
Sob o signo do Escorpião.

A água é um mistério de Afrodite.

A noite azul chega aos Trópicos
E desvela as estrelas,
Reflexos de luz

Do outro lado do mar.
Queima como fogo
A saudade do futuro
O Oceano chora
Num universo de paixão.
Chegam vento e nuvens,
Pelos olhos da pérola negra
Caem lágrimas de puro amor.
A água é um mistério de Afrodite.


Compositor: Teresa Salgueiro


Ouvir a Muisca

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Iniciação















Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.
...

O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.

Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.

Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.

Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.

Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.


A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não ‘stás morto entre ciprestes.


Neófito, não há morte.



Fernando Pessoa - 23 - 5 – 1932
In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006; http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Liberdade
















Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não, eu vivo a vida na ilusão

Entre o chão e os ares, vou sonhando em outros ares
Vou fingindo ser o que já sou,
Mesmo sem me libertar, eu vou

É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro

De que vale ser aqui
onde a vida é de sonhar
Liberdade

Composição: Marcelo Camelo

sábado, 6 de agosto de 2011

Rito da Cruz


Jubiloso venho a ti oh cruz. 
Doadora de vida, 
cruz que eu sei ser minha 
eu conheço teu mistério, 
a tua cabeça ergue-se para o céu 
para que se pudesse ser o símbolo frontal do logos celestial

Tuas partes médias estão estendidas para a direita e para a esquerda 
o teu pé está acentado na terra mergulhado na profundeza 
para que possas puxar para cima aqueles ques estão abaixo 
mantido nas regiões inferiores, 

Oh cruz, 
tú arvore que dás vida 
de raizes plantadas na terra 

Oh cruz, 
tu que sustenta o mestre



Trecho do Evangelho apócrifo: Atos de André

quinta-feira, 28 de julho de 2011

The Sound Of Silence (O Som do Silêncio)


Tradução:
Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar contigo novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece
Entre o som do silêncio
Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a auréola de uma lamparina de rua
Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade
Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio
E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio
"Tolos," eu disse, "vocês não sabem"
O silêncio como um câncer que cresce
Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender"
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio
E as pessoas curvaram-se e rezaram
Ao Deus de néon que elas criaram
E um sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estavam se formando
E o sinal disse, "As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô
E corredores de habitações"
E sussurraram no som do silêncio

Musica de: Simon & Garfunkel
Composição: Paul Simon