sábado, 6 de agosto de 2011

Rito da Cruz


Jubiloso venho a ti oh cruz. 
Doadora de vida, 
cruz que eu sei ser minha 
eu conheço teu mistério, 
a tua cabeça ergue-se para o céu 
para que se pudesse ser o símbolo frontal do logos celestial

Tuas partes médias estão estendidas para a direita e para a esquerda 
o teu pé está acentado na terra mergulhado na profundeza 
para que possas puxar para cima aqueles ques estão abaixo 
mantido nas regiões inferiores, 

Oh cruz, 
tú arvore que dás vida 
de raizes plantadas na terra 

Oh cruz, 
tu que sustenta o mestre



Trecho do Evangelho apócrifo: Atos de André

quinta-feira, 28 de julho de 2011

The Sound Of Silence (O Som do Silêncio)


Tradução:
Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar contigo novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece
Entre o som do silêncio
Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a auréola de uma lamparina de rua
Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade
Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio
E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio
"Tolos," eu disse, "vocês não sabem"
O silêncio como um câncer que cresce
Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender"
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio
E as pessoas curvaram-se e rezaram
Ao Deus de néon que elas criaram
E um sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estavam se formando
E o sinal disse, "As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô
E corredores de habitações"
E sussurraram no som do silêncio

Musica de: Simon & Garfunkel
Composição: Paul Simon

terça-feira, 26 de julho de 2011

Porta Lucis


Eu conheci tua face, enroscada em minha cama
com olhos de fogo e um sedutor veneno na boca

Só então conheci teu mistério, revelou-me o oculto
o cálice em meu cerebro...

de todos os fogos, do todos os gozos, és tu que queima mais forte
com seios adornados óh estrela da sorte

Tu guia os mais nobres Reis, pelos mais obscuros caminhos
tu cura as chagas com o mais terno carinho

O "veneno" mais sutil transborda em sua boca, 
a paixão mais voraz só existe no coração de quem ama...

Eu me nego para desfrutar em seus seios, 
com anseios tão massivos
o vinho, o cálice, o beijo e os risos

em suas curvas se escondem as chaves do paraíso

Autor: Eduardo Rodrigues

sábado, 23 de julho de 2011

A Lista



Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Uma Poesia Visual, muito alem das palavras!

Dica do Blog:


Baraka é um filme (não-verbal) incrível que contém imagens de 24 países de 6 continentes, criado por Ron Fricke e Mark Magidson , com música de Michael Stearns e outros. O filme não tem enredo, não contém atores e não tem script. Em vez disso, imagens de alta qualidade 70 milímetros mostrar alguns dos melhores, e piores, partes da natureza e da vida humana. Timelapse é muito usado para mostrar a vida cotidiana de uma perspectiva diferente. Baraka é muitas vezes considerado um filme espiritual.
Um poema Visual, para os olhos e para alma!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Fênix



Eu,
prisioneiro meu
descobri no breu
uma constelação

Céus,
conheci os céus
pelos olhos seus
Véu de contemplação

Deus,
condenado eu fui
a forjar o amor
no aço do rancor
e a transpor as leis
mesquinhas dos mortais